Chefe de gabinete de Taboão da Serra alega uso de 'remédios fortes' para esquecer de tirar placas falsas do Poder Legislativo do carro
Pastor Marco Roberto foi solto pela Justiça após dizer que alguém colocou placas falsas no carro e que se esqueceu de tirá-las. Defesa dele não quis se manifestar.
Da redação - 20.fev.2026
O chefe de gabinete da Prefeitura de Taboão da Serra, preso em flagrante na terça-feira (18.fev.2026) por dirigir uma caminhonete com placas falsas de identificação do Poder Legislativo da cidade vizinha de Embu das Artes, disse que se esqueceu de retirar as placas por conta de "remédios fortes" que toma.
Ele foi solto na quinta-feira (19) pela Justiça e terá de cumprir algumas medidas cautelares.
Marco Roberto da Silva, que se apresenta como "Pastor Marco Roberto", alegou em sua defesa durante interrogatório na Polícia Civil que alguém, que não viu e não sabe dizer quem é, colocou "por brincadeira ou por maldade" as placas falsas (dianteira e traseira) com o brasão de Embu em seu veículo quando o estacionou em Taboão da Serra.
Mas, segundo Marco, como ele "está fazendo uso de remédios fortes, tanto para doenças físicas quanto psíquicas, acabou esquecendo de retirá-la". E, que durante uma viagem com o automóvel, se lembrou disso somente quando foi parado pela Polícia Militar (PM).
Policiais de Poços de Caldas, em Minas Gerais, notaram que a caminhonete estava com placas adulteradas e informaram ter ordenado que o motorista parasse o veículo. Como desobedeceu, segundo os agentes, eles perseguiram o automóvel até Águas da Prata, já no interior paulista.
Foi somente nessa cidade que Marco parou a caminhonete e foi abordado pela PM. Segundo o chefe de gabinete, nesse momento, se lembrou que havia esquecido de retirar a placa falsa.
Marco foi indiciado pelo crime de "adulteração de sinal identificador de veículo automotor" na delegacia de Águas da Prata. Na quinta-feira (19) passou por audiência de custódia na Justiça de São João da Boa Vista, também no interior de São Paulo.
O Ministério Público (MP) concordou com o pedido da defesa dele para que seu cliente respondesse ao crime em liberdade. A Justiça o soltou com as condições de que Marco:
- não mude de endereço ou se ausente da cidade onde mora, por mais de 30 dias, sem prévia autorização do Juízo;
- não poderá ir a bares e "locais de má fama, como prostíbulos, casas de apostas e pontos de venda de drogas";
- terá de permanecer em sua casa, das 23h até às 6h, inclusive nos finais de semana e nos dias de folga.